A Câmara de Odemira reivindicou esta sexta-feira, 13 de Fevereiro, uma «ação urgente» por parte da Infraestruturas de Portugal (IP) na rede rodoviária do concelho, que tem sido «severamente afetada» pelo mau tempo das últimas semanas.
Em comunicado, o município explicou que o presidente da autarquia Hélder Guerreiro (PS) «pediu esclarecimentos» à IP sobre «o planeamento de intervenção na rede rodoviária do concelho, severamente afetada pelo recente ‘comboio de tempestades’».
No documento, a Câmara Municipal menciona que várias estradas nacionais no concelho «estão cortadas ou em condições perigosas para a circulação» rodoviária.
Entre «as vias mais críticas», a autarquia apontou as estrada nacionais 266 (EN266) e 390 (EN390), ambas «cortadas ao trânsito», assim como a EN123, «que se encontra em situação quase intransitável», e as EN120, EN389 e EN393, que «necessitam de reparações urgentes para evitar uma degradação total».
O autarca admitiu que, embora a IP tenha realizado «algumas intervenções no passado», o concelho está a viver «um momento dramático», o qual exige «o foco, a disponibilidade e a urgência na intervenção» que a situação impõe.
O presidente da Câmara recordou ainda que o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, afirmou que a IP «está mandatada para executar o mais rapidamente possível» a reparação das infraestruturas danificadas, com «400 milhões de euros já previstos» em orçamento para esse efeito.
Hélder Guerreiro acrescentou que a população de Odemira «exige essa intervenção por respeito à garantia da sua qualidade de vida», argumentando que «a falta de manutenção das estradas compromete não só a segurança rodoviária, mas também as atividades económicas e o desenvolvimento local».
«A Câmara Municipal espera agora um plano de intervenção detalhado para restaurar as condições de circulação nas vias mais críticas do concelho, garantindo a segurança e a mobilidade da população», pode ler-se no comunicado.
FONTE: SUL INFORMAÇÃO ALENTEJO
